coletânea ‘Antifascistas — contos, crônicas e poemas de resistência’

Coletânea terá pré-lançamento em março na Printemps Littéraire Brésilien e trará eventos com mesas e debates em várias cidades do Brasil

IMG-20200218-WA0108
Capa de Claudio Duarte

A gueto divulga com exclusividade a capa da coletânea Antifascistas — contos, crônicas e poemas de resistência (Editora Mondrongo, 2020), organizada por Carol Proner e Leonardo Valente, uma das publicações de literatura política mais aguardadas deste ano. Com 32 escritores e escritoras de Brasil, Portugal e Angola, a obra apresenta contos, poemas e crônicas críticos não apenas aos desmandos de governos de extrema direita e que flertam com o fascismo, como também contestadores de uma sociedade cada vez mais dominada pelo conservadorismo, pelo radicalismo e pelo preconceito.

“Tendo como base a proposta geral da obra, foi dada liberdade temática, estilística e de formato a todas as escritoras e escritores convidados. Se necessário, crônicas poderiam extravasar seus limites para flertarem com artigos e ensaios, contos podiam parecer crônicas, e crônicas se aproximarem de contos, poemas ganharam carta branca para figurarem como desejassem seus poetas nas páginas, e ficção e realidade tiveram permissão para chegarem de mãos dadas ou bem separadas. A livre expressão em todas as suas dimensões foi mais um contraponto proposital ao engessamento conservador, limitador e classificador típico do fascismo de ontem e de hoje”, diz um trecho do texto de apresentação do livro.

A capa, um alerta para a volta da censura e da repressão de tempos sombrios, é assinada pelo ilustrador, caricaturista e designer gráfico Claudio Duarte, vencedor do Prêmio Esso na categoria Artes Gráficas, sete vezes premiado pela The Society for News Design (SND) e com diversos trabalhos em grandes editoras e jornais brasileiros.

Agenda de lançamentos

Banner Lançamento Mondrongo livro Antifacistas
Arte de Claudio Duarte

Dois eventos de pré-lançamento da coletânea acontecerão em março em Paris, França, e em Braga, Portugal, durante a Primavera Literária Brasileira, maior evento de literatura brasileira no exterior. No Brasil, todos os eventos de lançamento contarão com mesas e debates sobre autoritarismo, censura, capitalismo pós-democrático, literatura política e vários outros temas, com a participação dos escritores e das escritoras que colaboraram com a obra. Entre as cidades já confirmadas estão Salvador, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Belo Horizonte. A agenda completa, que deve se estender durante todo o ano, será divulgada em breve.

Participam da coletânea André Diniz, Bárbara Caldas, Carol Proner, Christiane Angelotti, Cinthia Kriemler, Cristina Judar, Cristina Serra, Eliane Potiguara, Fernando Molica, Gustavo Felicíssimo, Hildeberto Barbosa Filho, Jeferson Tenório, João Ximenes Braga, José Eduardo Agualusa, Juliana Neuenschwander, Leonardo Tonus, Leonardo Valente, Luis Fernando Veríssimo, Marcelo Moutinho, Marcia Denser, Maria Valéria Rezende, Micheliny Verunsky, Nívia Maria Vasoncelos, Pilar de Río, Regina Zappa, Rodrigo Novaes de Almeida, Rosângela Vieira Rocha, Sylvio Back, Stella Maris Rezende, Urariano Mota, Valter Hugo Mãe e Wanda Monteiro.

Links com os trabalhos e contatos de Claudio Duarte:
[ http://www.claudioduarteilustracao.com/ ]
[ https://www.instagram.com/ilustradorclaudioduarte/ ]

gueto entrevista Leonardo Tonus

leonardo_tonus
Fotografia de André Argolo

1. Para começar, conta um pouco sobre o livro Inquietações em tempos de insônia (Editora Nós, 2019)?

O conjunto dos poemas que compõe a antologia Inquietações em tempos de insônia foi redigido, em quase sua totalidade, entre o período eleitoral e os primeiros meses do governo atual. Não que eu pensasse na altura elaborar um livro que dialogasse com o momento político pelo qual atravessávamos. Meu ponto de partida era outro. Pelo ato da escrita, buscava, antes, entender o “trauma discursivo” a que éramos confrontados, e mais particularmente os que, como eu, trabalham com a literatura. Nunca o Brasil vivera um momento de tanta dor. Nunca o Brasil conhecera tamanha violência veiculada por seus representantes políticos, pela mídia e pelas redes sociais. Nunca, ao longo de toda a nossa história, a palavra fora tão atacada no Brasil. Durante este período (e ainda hoje), assistimos, como evoco no poema “Menino-pássaro”, à morte anônima e solitária da palavra “abandonada, no meio-fio” das ruas. Ora, não há nada mais aterrorizador para quem com a palavra trabalha e que em sua capacidade de fazer emergir o cuidado para com o outro acredita, do que ver a palavra, assim, pisoteada em praça pública. Vivi este momento de maneira traumática sentindo corporalmente os seus efeitos nefastos. Os primeiros textos da coletânea decorrem deste sentimento e de minha impotência diante dessa tragédia. Eles evocam este corpo social à beira do abismo presenciando a vertigem das perdas e da crença no poder da palavra. Não sei se dos abismos consegui (e conseguimos) retornar. De todo modo, fica aqui o registro desse grito tão necessário.

2. Como costuma ser seu processo de criação? E como foi esse processo com Inquietações em tempos de insônia?

Antes de me dedicar à literatura trabalhei durante muitos anos no Brasil como músico. Estudei piano e, posteriormente, ingressei a universidade no curso de Composição e Regência. Não que a música exija mais do que outras práticas artísticas ou científicas, mas o rigor metodológico que ela impõe deixou marcas profundas em minha formação e em minha atuação de docente, de pesquisador e de escritor. Prezo pelo rigor, aprecio a organização sistemática, cumpro horários pré-definidos, componho diariamente listas de tarefas redigindo de maneira metódica meus cursos, artigos acadêmicos e poemas. Meu exercício de escrita se aproxima, em grande parte, da prática do músico e, nomeadamente, do improviso jazzístico cuja arte reside justamente neste tênue equilíbrio entre rigor e liberdade: o rigor do estudo para absorver o material musical necessário ao improviso (citações de outras músicas, figuras rítmicas, fraseado relacionado do gênero em questão, etc.) e a liberdade da escolha no momento da performance em que se colocam em prática as conexões entre os elementos estudados e aquilo que nós executantes desejamos como resultado final. Mais perceptível em minha primeira antologia (Agora vai ser assim, Editora Nós, 2018) cujos poemas apontam em seus diálogos “inter” e “transtextuais” para um anarquivamento litero-cultural (Márcio Seligmann), em Inquietações em tempos de insônia tal postura se manifesta pela tensão inerente ao improviso (que não se restringe à sua tecnicidade) e que o estado de vigília em que nascem tais textos vem corroborar. Como afirma Márcia Tiburi ao citar a escritora Margueritte Yourcenar na apresentação da antologia: o homem que não dorme (e que não deixam dormir) se recusa ao fluxo das coisas. Há tempos que eu recuso os fluxos das coisas. Há tempos que eu não durmo e que vivo, tragicamente, a atualidade brasileira, nomeadamente em meus improvisos poemáticos.

3. O que você diria para quem está começando a escrever? Por que você começou a escrever?

Trata-se de uma pergunta quase impossível a ser respondida, sobretudo se levarmos em conta as motivações pessoais que levam à escrita. No que me diz respeito, ela decorre de uma urgência transformada em grito por justamente ainda não se saber palavra. Gosto de pensar minha escrita como este clamor capaz de expressar uma dor diante da impossibilidade de compreender as guerras, o racismo, a homofobia; diante da impossibilidade de conceber a tragédia dos refugiados. Neste sentido, coloca-se aqui menos a questão das motivações que me levaram ao exercício ficcional (que sempre é um exercício falho) do que o desejo de as fazer conhecer junto a um público leitor. Este talvez seja o grande desafio do processo de escrita: escrever para assumir publicamente suas falhas fazendo emergir, pela leitura, a experiência da hospitalidade, aquela que muitas vezes somos incapazes de praticar no cotidiano. Que conselho, neste sentido, dar aos jovens escritores? Que nunca percam de vista o que define, em minha opinião, a própria literatura: a capacidade de acolher e de reconhecer o outro. Ou como evoco no poema “Estar-em-comum” (Agora vai ser assim): a hospitalidade que sempre começa pela hospitalidade da língua de “nomear o outro que desconhecemos”, de “acolher em nossa língua o outro que não conhecemos”; a hospitalidade que nada espera, exceto o próprio “gesto da hospitalidade”: “um estar-em-comum, um respeitar-em-comum, um gesto, apenas”.

4. Como professor da Universidade Sorbonne, em Paris, e um dos principais divulgadores da literatura brasileira no exterior, que avaliação você faz do modo como os europeus enxergam nossa literatura e o Brasil, ontem e, principalmente, hoje, sob o impacto de um governo de extrema direita que ataca as universidades, a ciência e a cultura do país?

Para que leitores possam conhecer a nossa literatura fora do país é necessário que ela seja traduzida. Este foi um dos grandes desafios da política de soft power implementada pelo governo brasileiro ao longo dos anos 1990 e 2000, quando se deu o início do processo de internacionalização de nossos bens culturais, nomeadamente de nossa literatura. Criaram-se bolsas de tradução, o governo passou a apoiar a presença de escritores em eventos internacionais, incrementou-se a visibilidade de nossa literatura por meio da participação do país nas grandes feiras internacionais. Um grande quiproquó instala-se, no entanto, desde o início deste processo. Em minha opinião, ele diz respeito à incapacidade do país em optar entre uma verdadeira política em matéria de diplomacia cultural (fortalecendo a sua marca Nação pelo viés da cultura) e entre uma política de exportação de seus bens culturais permanecendo assim atrelado às leis do mercado e às forças do campo literário e de seus agentes que, como sabemos, compartilham interesses em comum mas que não dispõem dos mesmos recursos e competências (Pierre Bourdieu). O que dizer hoje da (não) presença de nossa literatura na cena mundial? Aliás como defender a literatura de um país confrontado a um poder totalitário? De um país que não defende os seus cidadãos? De um país que não respeita o meio ambiente? De um país que desmantela a sua educação ou que através de seus órgãos oficiais difama os seus atores culturais, como no caso da recente nota da Secom atacando a cineasta Petra Costa? O Brasil com o que sonhávamos já não existe, nem dentro e nem fora do Brasil.

5. Como surgiu a ideia da Printemps Littéraire Brésilien? Conta-nos um pouco sobre este projeto?

O projeto Printemps Littéraire Brésilien nasce dentro da sala de aula, nomeadamente em minhas aulas de literatura brasileira na Universidade da Sorbonne onde leciono há quase 20 anos. Ele tinha (e ainda tem) por objetivo fazer com que meus estudantes descobrissem a nova literatura brasileira pouco lida aqui no exterior. Foi em 2005, durante as comemorações do ano do Brasil na França, que comecei a receber escritoras e escritores brasileiros em minhas aulas. Diante da boa recepção por parte de meus estudantes decidi criar em 2013 a primeira semana Brasil na Sorbonne que, em 2014, se transformou na Printemps Littéraire Brésilien. Desde sua criação mais de 200 autores já participaram do evento que, em 2016, ganhou uma dimensão internacional com apresentações realizadas em países europeus e em diversas cidades nos Estados Unidos. As atividades da 7ª edição do festival conservam ainda seu caráter colaborativo, participativo e itinerante. Elas começam agora no mês de fevereiro na Universidade de Indiana (Bloomington) e prosseguirá por cinco países europeus (França, Portugal, Bélgica, Itália e Alemanha). Retornaremos aos Estados Unidos no mês de abril com atividades programadas em 12 universidades norte-americanas. Para além da participação de mais de 70 convidados (autores, editores, jornalistas, ilustradores, etc.), contaremos este ano com a parceria de diversos atores do mundo do livro no Brasil e no exterior (revistas literárias, editoras, livrarias, blogs, etc.). Felicito-me da parceria estabelecida com a Revista Gueto que, ao longo do ano, acolherá textos ficcionais e ensaísticos redigidos pelos participantes da Printemps Littéraire Brésilien em torno do tema: “Brasil : (im)possíveis diálogos”. Este será um momento profícuo para debater, entre outros, os possíveis e impossíveis caminhos que se abrem à nossa cultura e à nossa produção literária. A nossa maneira de contribuirmos, criticamente, a uma possível política de diplomacia cultural, se esta ainda for possível no contexto atual.

printemps_2020_b
Ilustração de Vitor Rocha

Leonardo Tonus é professor Livre Docente em literatura brasileira na Sorbonne Université (França). Em 2014 foi condecorado pelo Ministério de Educação francês Chevalier das Palmas Acadêmicas e, em 2015, Chevalier das Artes e das Letras pelo Ministério da Cultura francês. Curador do Salon du Livre de Paris de 2015 e da exposição Oswald de Andrade: passeur anthropophage no Centre Georges Pompidou (França, 2016). É o idealizador e organizador do festival Printemps Littéraire Brésilien. Publicou diversos artigos acadêmicos sobre autores brasileiros contemporâneos e coordenou a publicação, entre outros, de Samuel Rawet: ensaios reunidos (José Olimpio, 2008) e das antologias La littérature brésilienne contemporaine — spécial Salon du Livre de Paris 2015 (Revista Pessoa, 2015), Olhar Paris (Editora Nós, 2016), Escrever Berlim (Editora Nós, 2017) e Min al mahjar ila al watan — Da Terra de Migração Para a Terra Natal (Revista Pessoa, Abu Dhabi Departement of Culture and Tourism/Kalima, 2019). Vários de seus poemas foram publicados em antologias e revistas nacionais e internacionais. É autor de duas coletâneas de poesia: Agora vai ser assim (Editora Nós, 2018) e Inquietações em tempos de insônia (Editora Nós, 2019).

capa_inquietacoesTrês poemas do livro Inquietações em tempos de insônia (Editora Nós, 2019), de Leonardo Tonus, saíram na revista gueto no dia 23 de janeiro, você pode ler aqui: [link]

printemps littéraire brésilien 2020

printemps_2020_a

Brasil: (im)possíveis diálogos?

O Printemps Littéraire Brésilien inscreve-se numa perspectiva pedagógica e se estende aos campos da promoção e divulgação da cultura e da literatura lusófonas. Trata-se de um encontro anual inicialmente idealizado para promover e ampliar a formação de estudantes em letras inscritos nos cursos de português em instituições de ensino. Desde a sua criação, em 2014, pelo professor Leonardo Tonus (Sorbonne Université) o evento já se consolidou como um importante espaço de discussão literária, potencializando leituras e enriquecedoras experiências culturais em torno da língua portuguesa.

Entre fevereiro e junho de 2020, mais de 70 romancistas, contistas, poetas, ensaístas e atores ligados ao mundo do livro latino-americano, norte-americano e europeu participarão da 7ª edição do Printemps Littéraire Brésilien que acontecerá em cinco países europeus (França, Portugal, Itália, Alemanha e Bélgica) e em diversas cidades dos Estados Unidos. Debates, leituras, saraus literários, ateliês de escrita criativa e lançamentos de livros serão organizados em livrarias, centros culturais, espaços institucionais ou voltados ao ensino primário, secundário e universitário. O conjunto das atividades compreende uma comissão organizadora composta por diversos atores do mundo do livro (editores, escritores, professores, estudantes em letras) do Brasil, da Europa e dos Estados Unidos.

Delegação oficial do Printemps Littéraire Brésilien 2020

Aciomar de Oliveira, Afonso Borges, Alexandre Marques Rodrigues, Alexandre Rabelo, Alexandre Ribeiro, Ana Squilanti, Angélica Amâncio, André Diniz, Anna Monteiro, Bia Barros, Carolyne Wright (EUA), Christiane Angelotti, Daniela Kopsch, Débora Dornellas, Débora Ferraz, Débora Thomé, Felipe Fiuza, Flávia Rocha, Francesca Cricelli, Gustavo Faraon, Gustavo Gomes Araújo, João Guilhoto (Portugal), João Marcos Buch, João Nemi, Ivan Perez (Porto Rico), Karen Acyoli, Kátia Gerlach, Krishna Monteiro, José Delpino (Venezuela), Júlia Medeiros, Leonardo Gil Gómez (Colômbia), Leonardo Tonus, Leonardo Valente, Lisa Ginzburg (Itália) Lúcia Bettencourt, Luciano Dutra, Lucas Verzola, Lucius de Mello, Maira Garcia, Manuella Bezerra de Melo, Marcelo Moutinho, Márcia Tiburi, Márcio Benjamin, Maria Esther Maciel, Mariana Pacor, Mariana Salomão Carrara, Martha Batalha, Michele Santos, Mel Adún, Mirna Queiroz, Natalia Borges Polesso, Paulo Dutra, Patricia Lino, Rafa Carvalho, Pedro Ferreira, Rafa Ireno, Ricardo Maciel dos Anjos, Reginald Gibbons (EUA), Roberto Parmeggiani (Itália), Rodrigo Ciriaco, Rodrigo Novaes de Almeida, Rosângela Vieira Rocha, Rubens Casara, Simone Campos, Simone Paulino, Susanna Busato, Tércia Montenegro, Thaïs Linhares, Tiago Germano, Tiago Novaes, Vinícius Portella, Virna Teixeira, Wagner Schwartz, Wallace Andrade, Yasmin Portales (Cuba).

Criação e organização

Leonardo Tonus (Sorbonne Université)

Design e ilustração

Vitor Rocha [ https://vitorrochae.com/ ]

Instituições parceiras do Printemps Littéraire Brésilien 2020

Sorbonne Université, Maison de l’Amérique Latine, Fondation Jean Jaurès, Université Paris Nanterre, Université Paris 13, Université Paris 8, Université Paul Valéry (Montpellier 3), Université Rennes 2, Université de Lille, Université du Havre, Université Jean Moulin- Lyon 3, Ecole Normale Supérieur (Lyon), Lycée International de l’est parisien, Université Libre de Bruxelles, Freie Universität, Universität Leipzig, Heidelberg Universität, Universität Hamburg, Universidade do Minho, Indiana University Bloomington, University of Chicago, Ohio State University, Northwestern University, The Pennsylvania State University, Brown University, Columbia University, University of Massachusetts Dartmouth, University of Boston, University of New Mexico, University of Iowa, University of Washington.

Em colaboração com

Revista Cult, Revista Pé de Moleque, Revista Gueto, São Paulo Review, Revista Pessoa, Revista Lavoura, Canal Livrada, Lusojornal, Editora Dublinense, Editions Le Lampadaire, Editora Mondrongo, Editora Nós, Editora Reformatório, Editora Urutau, Livraria Baleia, Librairie Portugaise et Brésilienne, Livraria Mandarina, Livraria Quixote, UBE (União Brasileira de Escritores).

Na revista gueto conheça também

A coletânea de contos e poemas Degredo, especial dores de partida, para download livre, com 40 autores tratando de temas como refugiados, imigrantes, exilados, expatriados, retirantes, etc. E ainda os especiais de ficção Crianças da guerra, Civilização e barbárie e Direitos humanos e minorias.