garota de programa, de Amanda Sorrentino

Esta é uma história baseada em fatos reais. Os nomes das personagens foram modificados.

Leblon. O carinha se apresentava como poeta, morava com os pais num dos bairros mais caros da zona sul carioca, tinha quase trinta anos e dizia que o amor é uma invenção burguesa pra confundir o proletariado. Por incrível que pareça, era divertido estar com ele, um idiota acima da média dos trastes que conheci. Tudo bem que eu tinha vinte e dois anos, mas já havia feito programa com tanto filho da puta que não era mais trouxa de cair na lábia de qualquer um. O Diego era um idiota inofensivo, um bobo, e era engraçado. Mesmo suas perversões eram bem básicas, nada que provocasse ânsia de vômito ou hematomas. Tem muito maluco por aí. Sua obsessão era gozar na minha boca. Não tinha tara por comer um cu, embora disso eu sentisse falta. Gosto de anal. Gozo mais até do que na buceta, a não ser que me chupem antes, mas homem tem nojinho de colocar a boca numa buceta, ainda mais de puta.

Fui eu que tomei a iniciativa com o Diego. Na verdade, ele nem tinha me percebido na mesa ao lado no bar do Leblon. Eu estava com o Moacir, um coroa gerente da Caixa Econômica. A gente costumava sair há algum tempo, ele me conheceu no inferninho da Prado Junior que eu fazia pole dance, numa época em que eu não tinha uma carteira de clientes. O Moacir me arrumou um emprego de posso-ajudar na Caixa, queria que eu saísse dessa vida. A quantidade de mané que quer tirar a gente dessa vida — é um clichê isso. Posso-ajudar é aquela pessoa que fica na porta da agência e vira pra você quando entra e diz: posso ajudar? Eu gostava do trabalho, parei com o inferninho e passei a fazer programa com hora marcada sem o Moacir saber. Levei muita cantada na porta da agência, onde acabei arrumando uns clientes também. Poucos. Era importante manter a discrição.

Naquela noite no bar o meu companheiro de mesa falava exatamente sobre discrição. Ele queria saber se o boato que rolava na agência era verdade. Não tinha boato algum. Ele jogava verde pra ver se eu continuava na vida de puta. Claro que eu continuava. Um programa bom numa noite me dava mais do que o salário de posso-ajudar. Acontece que eu gostava de ajudar as pessoas e gostava mais ainda de ter carteira de trabalho, apesar do salário ruim. Eu me sentia fazendo parte da coletividade, entende? Eu não prestava atenção no que o Moacir falava, e sim no papo da mesa ao lado. Diego, que logo descobri o nome, e um casal. Ele falava dos seus poemas e do seu blog que estava fazendo sucesso na internet. Aquilo me deixou ligada na conversa, logo lembrei da Bruna Surfistinha. Quando a mulher que estava na mesa foi ao banheiro, fui atrás. Escrevi meu nome e telefone num guardanapo e pedi que ela entregasse ao seu amigo. Falei que ouvi ele dizendo que era poeta e fiquei interessada, queria contar minha história e não disse mais nada. No dia seguinte ele me ligou. Marcamos no mesmo bar, ele insistiu. Depois me confessou que teve receio de ser algum tipo de golpe, achou mais seguro voltar ao mesmo lugar. Eu contei logo a minha história e ele não demorou pra me encher de perguntas. Sim, comecei a fazer programa porque umas amigas faziam e ganhavam uma boa grana, então eu fui com elas ver qual era. Sim, não é tão ruim. Às vezes é bom. Gozo. Tem uns malucos. Não vou com qualquer um. Já paguei paixão e acreditei que o cara largaria a mulher pra ficar comigo. Não largou e ainda passou meu telefone pros amigos. Fiz programa com os amigos. Nunca apanhei. Uns tapinhas, sim. Quis saber dos pervertidos. Contei alguns, inventei algumas coisas e disse que contaria mais se ele topasse escrever minha história. Ele disse que era poeta e não escritor. Perguntei do blog, se era fácil fazer um. Joguei Bruna Surfistinha no papo. Então ele disse que tinha entendido o que eu queria. Topou ajudar. Falou que precisaríamos nos encontrar mais vezes e que começaria a anotar tudo que eu contasse, que faria muitas perguntas, a maioria íntima. Eu disse que tudo bem e perguntei se a casa dele era perto, a gente podia esticar a noite lá. Eu já tinha tomado duas caipirinhas e ele uns cinco chopes. Ele respondeu que não dava pra ir pra a casa dele, pois morava com os pais. Completou que era provisório, mas eu já desconfiava que o poeta fosse um playboyzinho da zona sul. Tudo bem, fica pra outra noite, eu disse, e coloquei o canudo na boca. Fiz de sacanagem. Ele estava até aquele momento sentado na minha frente. Trocou pro meu lado e me deu um beijo. Demos uns pegas ali e combinamos de nos encontrar no dia seguinte na Cinelândia. Foi ideia dele. Tem o Amarelinho lá, muito bom, falou. Só no dia seguinte no Amarelinho entendi que ele já tinha pensado numa esticada. Conhecia um motel nas imediações que dava pra entrarmos discretamente a pé. Não falamos nada de grana, já estava subtendido que eu pagaria o trabalho dele de escritor da minha história com sexo e vice-versa. Pra mim foi ótimo. Ele era bonitinho, cheiroso, simpático e engraçado. O pau era pequeno, mas e daí? Estava bom. Eu iria perder apenas os meus orgasmos com umas boas socadas no rabo, porém cabeçudo por aí nunca faltou.

A fissura do Diego era mesmo gozar com um boquete. Pau de treze centímetros, não mais que isso. Cabe todinho na boca. A trepada foi gostosa, mas nada de orgasmos, não pra mim, sorry. Curtia o papo, as perguntas que ele fazia, a cerveja. Ele estava com um bloco de notas e caneta. Fazia cara de sério. Antes de irmos embora, depois de um banho juntos, pediu que eu o chupasse de novo. Nos despedimos no ponto de ônibus. Ele pegou um táxi. Fiquei ali, sozinha. Como não era tarde, fui pra minha casa, no Engenho de Dentro. Casa da minha avó, na verdade. Morava com ela desde os sete anos, quando a minha mãe morreu. Ela tinha trinta e dois, o infarto foi fatal, não deu tempo nem de ser socorrida. Morreu em casa. Numa noite, eu a encontrei no chão frio da cozinha de manhã. Nunca esqueci. Na hora soube que a havia perdido. Éramos só nós duas e a vovó. Não conheci meu pai. Elas não falavam dele. Nem o nome. Corri até o quarto da vovó, ela demorou a entender o que eu balbuciava debaixo do choro. E ficamos assim, as duas, uma sem a mãe, outra sem a filha.

No dia seguinte o Diego ligou pra me fazer uma proposta. Ele ia passar o feriado de réveillon em Búzios, um amigo tinha alugado um apartamento de dois quartos e ia com a namorada. Ele não queria ir sozinho. Topei na hora. Búzios. Ele ainda disse que outros amigos tinham uma casa grande lá, com piscina e churrasqueira, talvez rolasse até passeio de barco, se o pai desses amigos estivesse presente. Sem ele ninguém podia usar a lancha, parece. Ainda faltavam duas semanas, eu passaria o Natal com a minha avó, como sempre fazia. Não vi o Diego esse tempo, vi o Moacir. Fiz dois programas com ele. Sim, ele me queria fora daquela vida, no entanto pagava pra me fuder. Tomava o Viagra, o pau de dezessete centímetros parecia que ia explodir, e comia a minha buceta até passar o efeito do remédio, só trocava as camisinhas. Eu ficava assada, não machucada. Não gozava muito, tinha que estar no clima. Às vezes ele pedia pra me enrabar. Aí eu gozava muito. Mas não era toda vez que ele queria. Gostava do eterno papa-e-mamãe e de me beijar na boca. Era um romântico, aquele velho gagá de merda. Baita desperdício de pau. Os dois programas com ele antes da viagem garantiram uma grana pra comprar roupas novas e biquíni pra não fazer feio em Búzios.

Búzios. Diego e eu ficamos no mezanino do apartamento improvisado de quarto. Era aconchegante com o ar-condicionado ligado, fora isso, durante o dia, era uma sauna desgraçada. Marcelo e Karina ficaram na suíte. Não fui com a cara deles, casal cheio de frescuras, aquela gente metida a besta da zona sul carioca, rotina de faculdade, academia, clube e piscina no fim de semana e trepada ruim. Logo na primeira noite a Karina de pileque já confidenciava pra mim que nunca teve um orgasmo, e lá vai a puta ensinar as coisas à filhinha-de-papai — é um clichê isso também —; perguntei se ela se masturbava, fez careta e disse claro que não! Ora, garota, se você não se dá prazer como vai querer que o seu namorado dê? Ele nem chupa você? Claro que não! Ele tem nojo, né? Mas você chupa ele, não? Sim, chupo. E ele gosta de comer a minha bunda, às vezes sangra. Você não gosta de dar a bunda? Claro que não! Machuca. Karina era a garota do claro-que-não, e de pileque era ainda mais insuportável, achava que éramos amigas de infância, e só nos conhecíamos há cerca de quatro horas. Diego e Marcelo estavam na sala bebendo umas cervejas e fumando um baseado, enquanto ela me falava essas merdas no quarto e se arrumava pra gente sair. Eles queriam andar um pouco na rua das pedras, que eu estava doida pra conhecer, pois via sempre nas novelas.

O passeio daquela primeira noite foi rápido, não entramos em boate alguma, estavam todos cansados da estrada, e eu não insisti com o Diego. Já estava bom. No apartamento subimos pro mezanino, o ar-condicionado já no talo desde antes de sairmos, eu ainda precisei pagar o boquete do playboy e engolir sua porra. Se ainda me enrabasse, mas virou pro lado e dormiu. Eu estava sem sono, desci até a cozinha, abri uma lata de cerveja e sentei no sofá. A porta da suíte estava fechada, o casalzinho devia estar dormindo. Dois dias pra noite de ano-novo. Terminei a cerveja, fui no banheiro mijar e subi pra dormir. No dia seguinte acordei com o Diego em pé na minha frente, de banho tomado, toalha enrolada na cintura. Quer me chupar? Foi a primeira coisa que me disse. Mais tarde, respondi. Deixa eu acordar primeiro. Levantei puta, vá se fuder, moleque. Nem acordei, estou morta de fome, não quero seu esperma de café da manhã. Moleque mimado. Ele não insistiu e saímos os quatro pra casa dos tais amigos bacanas com piscina, churrasqueira, lancha e o caralho a quatro. Chegamos lá e já havia umas dez pessoas dentro da piscina, já tinham também aceso a churrasqueira. O Diego me apresentou a todos. Dei um mergulho. O dono da casa, pai desses dois amigos, não havia chegado ainda. Talvez rolasse passeio de barco no dia seguinte. Tomei uma caipirinha e fiquei batendo papo com umas garotas dentro da piscina. Uma delas, bem nova, devia ter dezessete anos, me perguntou a minha vida inteira. Inventei minha vida inteira pra ela, faculdade trancada, namorados, uma namorada. Nunca teve bosta de faculdade alguma, foi um sufoco terminar a escola, e namorada só se for programa com colega junto, tem uns caras que levam duas, três, até quatro garotas e querem que a gente se coma porque já estão de pau tão mole de bêbados que nem conseguem fuder a gente. A novinha se interessou justamente pela história da namorada inexistente. Grudou em mim. Eu teria me divertido com ela se não tivesse acontecido uma merda das grandes. O desgraçado do dono da casa chegou e eu o reconheci na hora. Já tinha feito programa com ele. Uma única vez, quando ainda frequentava o inferninho da Prado Junior, mas eu não esqueço um bacana. E aquele cara era um bacana. Empresário de uns cinquenta e cinco anos, nem magro, nem gordo, grisalho, boa pinta. Gelei. E se ele se lembrar de mim? Não vai se lembrar, tentei me convencer. Esses putos fazem programa direto. Vivem comendo puta. A mulher dele chegou com ele, uma madame, botox, cabelo loiro, barriga lipoaspirada. O de sempre. Vieram com um casal de amigos. Fiquei na minha. Continuei bebendo caipirinha. Comi churrasco. Aturei a Karina e a novinha. O Diego parecia se divertir bastante com os amigos e só me deu a atenção necessária pra saber se eu estava curtindo também.

Anoiteceu, as garotas entraram e foram tomar uma ducha e trocar de roupa. Fui com elas. Foi quando cruzei, na volta, com o dono da casa. Ele estava com ódio, deu pra perceber nos olhos dele. Pegou com força o meu braço e me puxou pra dentro de um quarto que servia de lavanderia, ao lado da cozinha. Fechou a porta e já foi dizendo sua putinha, o que está fazendo na minha casa, quer me fuder?, quer dinheiro?, eu mando matar você, sua piranha, você não sabe com quem está lidando… Eu tremia inteira, não consegui nem responder peraí, foi coincidência, não quero nada; ele tirou um bolo de notas do bolso e disse some da minha casa, mas seja discreta, fala pro idiota do amigo do meu filho que está passando mal, ele está nessa com você? Mato ele também. Eu consegui dizer n-ã-a-o, ele me deu as notas amassadas, na verdade colocou dentro da minha calcinha, enfiou a mão lá no fundo, abriu a porta e disse vaza, garota. Eu saí correndo, estava pálida, fui até o Diego, disse que estava passando mal. Ele não queria ir embora, claro, eu ameacei ir sozinha, ele viu que era grave e decidiu ir embora comigo.

No apartamento a merda do mezanino parecia uma sauna, o Diego ligou o ar-condicionado, mas não dava pra ficar lá em cima. Fui tomar um banho gelado. Ele quis ir comigo. Nem respondi, entrei, tranquei a porta. Tirei o bolo de notas da calcinha. Tinha uns vinte programas ali. O bacana deve ter ficado mesmo muito assustado. E a ameaça foi real. Esses caras são capazes de atrocidades piores. Eu precisava ir embora. Mas falar o que pro Diego? Tomei a ducha e tentei me acalmar. Aí veio o plano.

Vamos fumar um, Diego?, eu perguntei, enrolada na toalha. Quero uma chupada, ele disse, claro. Prepara um aí que chupo você enquanto fumamos. Vou me vestir. Fica assim, tá me dando tesão. Fiquei enrolada na toalha. Fumamos o baseado. Consegui relaxar. Tomei uma cerveja. Chupei o caralhinho do poeta na sala mesmo. Engoli a porra. O ar-condicionado já tinha melhorado a situação no mezanino. Subimos e demos uma trepada meia-boca. Diego adormeceu. O plano era esse. Eu me vesti, arrumei minha mochila e quando já estava pra descer vi o bloco de anotações dele sobre a mesinha de cabeceira. Esqueceu de guardar, pensei. Em nenhum momento naquelas semanas todas me deixou ler merda alguma. Peguei o bloco e desci. Sentei no sofá. Cafejeste filho de uma puta! Ele vinha escrevendo sobre as nossas trepadas, sobre como era comer uma puta zero-oitocentos, como era só mandar que a puta satisfazia seus desejos etc. FILHO DE UMA PUTA! Ele não estava escrevendo a minha história. Tinha uma passagem ou outra sobre o que contei de perversões de clientes, mas a história era do poeta comendo a puta, em primeira pessoa, inclusive. Rasguei aquela merda toda e joguei na privada. Deve ter entupido a porra toda, porque não desceu tudo. Dei uma cagada e não toquei a descarga novamente. Tomei outra ducha, sempre faço isso depois de cagar. Saí do apartamento aliviada. Foda-se o bacana. Foda-se o Diego. Foda-se toda aquela gente escrota. Vão se fuder! Andei até a rodoviária. Sem ônibus. Vi um posto de gasolina. Fui pra lá. Entrei na loja de conveniência, comprei duas latonas de cerveja e sentei do lado de fora. Alguns caminhões estavam parados perto do posto, fiquei observando. Perguntei pro frentista se ele sabia se algum daqueles caminhões estava indo pro Rio de Janeiro. Ele perguntou se eu procurava uma carona. Não, idiota, eu pergunto esse tipo de coisa à toa mesmo, pensei. Mas respondi que minha família ligou, meu irmãozinho estava doente, no hospital, eu tentei comprar passagem na rodoviária, mas o ônibus ia sair em três horas, eu não podia esperar. Ele acreditou na história e disse que ia ver pra mim. Voltou cinco minutos depois e falou que o “seu” Rogério estava indo pro Rio e sairia em poucos minutos. Ele me daria carona. Apontou pro caminhão. Eu já havia terminado as cervejas, pedi a chave do banheiro, fui dar uma mijada. O tal do Rogério foi simpático comigo. Não tinha cara de estuprador ou serial killer. Era um homem maduro, chutei um cinquenta anos. Pele morena, braços grossos, a barriga natural de chope, mas pequena.

Pegamos a estrada e fomos numa boa conversando. A música que era ruim, umas bostas sertanejas mela cueca insuportáveis. Ele perguntou onde eu ficaria no Rio, eu respondi que podia ser no centro mesmo, quando entrasse na cidade, eu não queria atrapalhar. Perguntou onde eu morava. Respondi em Botafogo. Com meu pai, minha mãe e meu irmão, que estava internado. Fiz cara de preocupada. Ele falou que me deixava lá, ou no hospital. Eu disse que não precisava. Insistiu. Tudo bem, me deixa no Souza Aguiar. Não demorou muito pra começar a me falar coisa do tipo uma menina bonita como você, preocupada com o irmãozinho, blá blá blá. Eu já estava esperando. Rola sempre. Macho é previsível. E ele já vinha me filmando desde o posto de gasolina. Deu uns dez minutos, ele não disse nada, apenas encostou o caminhão no acostamento. Estávamos literalmente no meio do nada. Pronto, pensei, agora que esse estuprador e serial killer me corta em pedacinhos e me joga no mato da beira da estrada. Estuprador e serial killer não tem cara, sua idiota, disse pra mim mesma. Ou melhor, tem cara de gente normal. Ficamos uns três minutos calados. Aí respirei fundo e perguntei o que ele queria. Ele não respondeu. E eu, pensa rápido, sua idiota! Toma conta da situação. Anda. Virei pra ele e falei pra ele me mostrar. Quero ver seu caralho, eu disse. Fiz cara de puta, porque puta tem cara. Ele sorriu e colocou o pau pra fora. CABEÇUDO!, gritei. Na mesma hora eu já não pensava mais em ser picotada e jogada no mato. Rogério tinha um daqueles paus incomuns e excepcionais, um pau cabeçudo que me deixava sempre encharcada só de olhar. Eu fiquei quase em pé sobre o banco, arriei o short e a calcinha, montei de costas sobre ele, virada pro capô, segurei no volante e berrei vem me enrabar, cabeçudo filho da puta.

Amanda Sorrentino é um heterônimo.
Contato: ama.sorrentino@gmail.com